[Os relatos de minha mãe]: Dia a Dia

Screenshot_20170222-200558Helloooo careca bonita e cabeluda maravilhosa!

Tudo bem?

Como prometido, vamos para mais uma postagem com os relatos de minha mãe, numa perspectiva de mãe, família, acompanhante e cuidadora.

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Sempre reflito em como as coisas acontecem na minha vida. Em algumas momentos posso escolher situações que me agradam, que me deixam feliz, tal como passear, ir em um bom restaurante, decidir quem serão meus amigos, etc.  Mas, em se tratando de doenças,  são elas que, por vezes, nos escolhem.

Minha filha não decidiu ter câncer; quando vimos lá estava ele. Veio sorrateiramente e, da noite para o dia,  temos que conviver com este invasor. Eu resolvi aprender tudo o que podia e até hoje tenho aprendido com este tão desconhecido fator.

Aos poucos, foram caindo as escamas dos meus olhos e pude ver, com mais clareza, como cuidar de minha filha diante deste universo que também  era obscuro para mim.  Eu só comecei a entender melhor, à medida que pisei nesse solo, que mais parecia uma areia movediça.

Quando achei que não teria forças para suportar, Deus me dava a dose certa de coragem, perseverança, força e maturidade para cuidar da minha filha.  Nós precisávamos muito uma da outra.

A vida sempre nos reserva surpresas, assim como as coisas boas tiveram as suas razões, as não tão boas também tem.

A cada internação para o tratamento de minha filha, vendo o sofrimento que ela passava e meus momentos de expectativas,  fiz esta reflexão:

Por mais dolorosa que seja uma situação não podemos depositar nossos pesos pessoais de acompanhante (que era  meu caso) sobre a vida emocional e mental do paciente (no caso a minha filha), para não tornar insuportável tudo o que ele esteja sentindo. Pois era ela quem esta sofrendo todos os bombardeios do tratamento, numa guerra interna.

Procurei sempre proporcionar horas agradáveis para nós, aproveitando os intervalos e mesmo durante o tratamento,  para a leitura de um livro, fazer nossas orações, conversar sobre  assuntos que nos levassem a sair deste mundo de internações e hospitais. Mesmo estando fisicamente neste locais.

Eu procurei não parar a minha vida por causa deste fato inesperado. Permaneci  cuidando de minha saúde e tendo momentos de lazer. Mesmo porque existem outras pessoas, marido, filhos e netos que também requerem a minha atenção. Numa ajuda mútua fomos caminhando, pois unidos vencemos (não estou falando de arroz não hein.). Fazendo do meu lar, por mais abalado pela situação, um pedacinho do céu na terra.

Por fim, meu relacionamento com Jesus (fé) sempre foi a prioridade na minha vida desde que me converti. Durante o tratamento de minha filha, não fiquei uma semana sequer sem ir à igreja. Mesmo estando em São Paulo, durante suas internações, onde eu não conhecia nada, nem ninguém.  A cada momento, decidi dar passos de fé e Deus sempre fazendo a parte que eu não jamais conseguiria.

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Beijo na careca!

 

 

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